Na segunda conferência da V Assembleia Ordinária, dados da Pesquisa Doação Brasil 2024 revelam mudanças no comportamento solidário dos brasileiros e apontam oportunidades para os meios católicos fortalecerem campanhas e causas sociais.
A V Assembleia Ordinária da SIGNIS Brasil dedicou sua segunda conferência desta quarta-feira (03) ao tema “Dados de Mercado: insights exclusivos sobre pesquisa de audiência de rádio e TV e perfil do doador”, trazendo para o centro do debate os dados da Pesquisa Doação Brasil 2024, conduzida pelo IDIS. A apresentação ministrada pela gerente do IDIS, Luiza Lima, provocou comunicadores, gestores de emissoras e produtores de conteúdo católico a repensarem como os meios de inspiração católicos podem ampliar o engajamento social, a solidariedade e a participação cidadã através da comunicação.
A pesquisa, que representa o universo de 117,8 milhões de brasileiros, aponta que, embora a cultura de doação no Brasil permaneça viva, ela passa por reconfigurações importantes. Segundo o relatório, houve em 2024 uma “recomposição seletiva” das doações, especialmente entre os doadores institucionais, que tendem a contribuir de forma mais consciente e criteriosa.
Mobilização em emergências cresce e interpela a comunicação
Os dados apresentados indicam que situações de emergência, como enchentes, incêndios e crises humanitárias, têm sido um forte catalisador das doações. Em vários trechos do estudo apresentado, observa-se que 2024 foi marcado por desastres ambientais severos que despertaram uma resposta imediata da população.
Para a SIGNIS Brasil, esse cenário reforça o papel estratégico da comunicação católica: informar com responsabilidade, mobilizar redes de solidariedade e gerar confiança. Veículos filiadas à SIGNIS, como rádios, TVs, portais e iniciativas de missão digital, foram destacados como espaços privilegiados para campanhas de arrecadação, consciência socioambiental e construção de uma cultura do cuidado.
Desafios para a cultura de doação e para a mídia católica
Entre os principais desafios apresentados no relatório estão: baixa recorrência das doações; necessidade de maior transparência das organizações; pouca familiaridade do público com causas estruturais; concentração da mobilização em torno de crises e tragédias, como também necessidade de fortalecer campanhas permanentes.
Durante a assembleia, esses pontos foram relacionados diretamente à missão das mídias católicas. Os participantes discutiram como fortalecer confiança, credibilidade e educação social, elementos essenciais para que a comunicação contribua para uma cultura de doação mais sólida e duradoura.
Finalizando a conferência, Luiza destacou que os meios vinculados à SIGNIS Brasil, rádios, TVs, produtoras, plataformas digitais e projetos de comunicação comunitária, têm potencial único para transformar dados em movimento, informação em engajamento e campanhas pontuais em compromisso social contínuo.

