A violência contra jornalistas foi tema de audiência pública, no último dia 07, no Conselho de Comunicação Social do Senado Federal.

Cerca de 530 mortes de jornalistas em todo o mundo foram registradas entre 2012 a 2016 segundo dados de organizações internacionais. Só até maio desse ano, já houve mais dois assassinatos.

Os dados revelam ainda que, a violência contra os jornalistas, vai além de casos que resultaram em morte. São agressões físicas, verbais, morais, ameaças, ofensas e censura que, geralmente parte de políticos ou pessoas ligadas a eles, ocupantes de cargos públicos, manifestantes e policiais.

Para o presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV, Paulo Tonet Camargo: “as pessoas perderam a capacidade de conviver com a opinião contrária, com o contraditório”.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga, relatou a dificuldade de acesso a informações públicas, um direito garantido pela Lei de Acesso a Informação. Relatou também que muitos jornalistas são intimidados por membros do Ministério Público (MP) e do Poder Judiciário: “São ações que, claramente tentam cercear a liberdade de imprensa e o direito do profissional jornalista de exercer livremente sua profissão”.

Para combater a violência contra jornalistas, participantes sugeriram a criação de campanhas nas escolas, entre s forças policiais, punição dos crimes que já ocorreram e melhores condições de trabalho.

 

SIGNIS Brasil