Iniciou, na manhã desta quarta-feira (11), a 56ª Assembleia Geral dos Bispos (AG) com a celebração de abertura presidida pelo arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cardeal Sergio da Rocha.

“Todos somos chamados a santidade nas diversas vocações e ministérios e felizes, bem-aventurados são os santos”, disse o cardeal, e questionou: “Por que alegrar-se em meio a tantos desafios, por que alegra-se em meio a tantas situações de sofrimento?”. O próprio presidente enumerou as respostas: “Porque o senhor ressuscitou proclama a nossa Igreja porque a vida venceu a morte, o amor venceu o ódio, o perdão venceu a vingança, a esperança venceu o desânimo e a alegria venceu a tristeza. Por isso, nós nos alegramos porque unidos a Cristo e graças a Ele nós também podemos superar os desafios e caminhar numa vida nova.

O pastor destacou que são inúmeros os desafios para a missão da Igreja no mundo de hoje e na realidade brasileira. Conforme os Atos dos Apóstolos, as dificuldades não devem impedir o anúncio da palavra de Deus. Ao contrário exige ainda mais a proclamação firme, o testemunho fiel do Evangelho. “Ninguém pode aprisionar a palavra de Deus”, salientou.

O Cardeal também falou da importância da oração de todos para o enfrentamento das dificuldades. “Para enfrentar desafios, nós necessitamos caminhar unidos. No mundo marcado por tantas divisões de conflitos, o testemunho de comunhão se torna ainda mais necessário”.

E finalizou sua reflexão, dizendo que os todos são chamados e desafiados a serem cristãos por inteiro, a viverem a santidade sendo fieis em todos os momentos, nas alegrias e nas dores. “Seja o nosso louvor Pascal manifestado com os lábios, com o coração e com a vida. Seja o nosso louvor Pascal acompanhado da busca da paz, jamais cedendo a tentação da agressividade, do ressentimento, da vingança em palavras ou atos”.

A Missa foi concelebrada pelos arcebispos de Salvador (BA) e vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger, de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, e pelos bispos de Santo André (SP), dom Pedro Cipollini, de Lages (SC), dom Guilherme Werlang e o coadjudor de Montes Claros (MG), dom João Justino de Medeiros. Além do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello.

A 56a. Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está acontecendo no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, no pátio do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e reúne o episcopado brasileiro que conta, atualmente, com mais de 300 bispos. Todo o trabalho de preparação para o encontro foi realizado sob a coordenação do secretário-geral, dom Leonardo Steiner, que será substituído no comando da reunião por dom Esmeraldo Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA).

Com o tema central: “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, os bispos vão tratar de vários outros temas. Entre eles, estão: Texto sobre novas comunidades, Estatutos da CNBB, Pensando o Brasil: Estado laico, Ano do Laicato, Sínodo da Pan-Amazônia e indicações para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que serão renovadas em 2019.


Pauta do Dia

Além da missa e da abertura solene, que foram transmitidas pelas TVs de inspiração católica, os bispos se ocuparão nesta quarta-feira, 11 de abril, com algumas tarefas estatutárias antes de começarem os debates. A principal destas tarefas será a apresentação do relatório da presidência sobre as atividades desde a última assembleia geral, em maio do ano passado. O Cardeal Sergio da Rocha vai apresentar aos bispos os principais encontros e pronunciamentos da Conferência no último ano.

Consta ainda das tarefas do dia apresentação de uma análise de conjuntura eclesial e os primeiros informes sobre os próximos sínodos: dos jovens e da Pan-Amazônia.

Fonte: Signis Brasil com informações da CNBB