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Igreja

Londrina se prepara para encontro de Comunidades Eclesiais de Base

Londrina se prepara para encontro de Comunidades Eclesiais de Base

Acontecerá  entre 23 e 28 de janeiro de 2018, em Londrina, no Paraná, Regional Sul II, o 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs) Regional Sul II.  O tema será: CEBs e os Desafios no Mundo Urbano. Terá como lema; “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” Ex 3,7.   Com esse objetivo, Londrina se prepara para acolher os participantes que irão, levar suas esperanças e experiências. As comunidades londrinenses  já estão vivenciando esse momento de graças através das Santas Missões Populares, fazendo-se Igreja em saída, comunidades de acolhida e vivência do Evangelho. Representantes de todas as regiões do Brasil, de muitos países da América Latina, de outros lugares do mundo, outras religiões e crenças se reunirão para celebrar a diversidade e a beleza de viver o Evangelho de Jesus de Nazaré, na busca da paz, compreendida como fruto da justiça. Trata-se de um encontro periódico, com tema, lema e local definidos previamente. O intereclesial é um momento marcante e significativo para as CEBs que   avalia, indica caminhos e promove a unidade das comunidades.   As Comunidades Eclesiais de Base de todo o Brasil se organizam, promovem reflexões sobre o tema, indicam e constroem caminhos para continuar seguindo os passos de Jesus de Nazaré, decidindo caminhar com os   que estão nas periferias geográficas e/ou existenciais, especialmente nos grandes centros urbanos. O Intereclesial é sempre momento de Graça para a Igreja do Brasil, é uma celebração do povo de Deus, espaço para confrontar a nossa prática com a prática de Jesus, onde se vive a comunhão eclesial e a partilha, o ecumenismo e o diálogo com outras religiões e outras culturas.   E para fortalecer ainda  esse  compromisso as Comunidades Eclesiais de Base do Brasil se reunirão em Londrina nesse mês de janeiro. Serão três momentos importantes, de reflexão, partilha e construção coletiva dos rumos que para seguir, retomar, ressignificar e acima de tudo reafirmar a identidade e valores desse jeito de ser Igreja.   No mês de janeiro já aconteceram o Seminário Nacional de Assessores: CEBs e os Desafios no Mundo Urbano“Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo. Foram debatidos temas: Análise da Conjuntura Sócio - Política; aprofundamento do Lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo.” EX 3, 7, reflexão sobre a forma organizativa e de articulação das CEBs, o papel da ampliada e da secretaria dos Intereclesiais; Socialização dos encaminhamentos das principais atividades do secretariado desde a última ampliada, apresentação da organização do secretariado e secretaria, equipes de trabalho e a programação para 2017.   Material Concedido pelo portal Correio Riograndense
Diversidade de povos, distâncias e tráfico são desafios da Igreja no Alto Solimões (AM)

Diversidade de povos, distâncias e tráfico são desafios da Igreja no Alto Solimões (AM)

Encravada na tríplice fronteira entre o Brasil, a Colômbia e a Venezuela, a sudoeste do Estado do Amazonas, a diocese de Altos Solimões, enfrenta grandes desafios para promover a Evangelização no maior bioma do planeta. Segundo dom Adolfo Zon Pereira, bispo da diocese, o primeiro desafio é o da diversidade de povos. “Temos uma população formada por 6 povos indígenas no vale do Javari, numa área já demarcada, e outros 6 ao longo do rio Solimões, entre os quais se destacam o povo Ticuna, com cerca de 46 mil índios. Os ribeirinhos, mais caboclos, formados pelos cearenses e antigos seringueiros, e também o povo urbano”, disse. Estes povos, conforme o religioso, se misturam dentro das cidades e nas periferias marginalizadas. Para desenvolver a evangelização em meio a diversidade de povos é necessário também que a evangelização seja diversificada, afirmou dom Adolfo. “Temos que partir de uma presença muito respeitosa no meio destes povos, de amizade, de companheirismo e de irmãos”, disse. O bispo se ressente da falta de agentes pastorais. Mas à medida que os leigos vão assumindo seu protagonismo e as congregações vão colaborando com o envio de agentes, aos poucos, a diocese vai superando a carência de pessoas. Um exemplo é dos frades capuchinhos, franciscanos, que iniciaram um trabalho de evangelização mais inculturada junto ao povo Ticuna, continuado pela diocese. “Faz um mês, realizamos o rito de admissão de dois aspirantes ticunas ao diaconato. Com os índios estamos  fortalecendo a luta por direitos e por território”, comemora o bispo. O desafio de chegar às comunidades da diocese distribuídas em sete paróquias numa extensão territorial de 131 mil km² é superado por meio de barcos que circulam por meio dos rios e das águas. “As distâncias são muito grandes. São dias para visitar as comunidades e aldeias. Através dos rios e igarapés nos fazemos presentes no meio destes povos”, disse. Povo hospitaleiro O tráfico de pessoas, de animais e de drogas é outro desafio enfrentado pela Igreja, presente na tríplice fronteira. “Estamos procurando criar oportunidades para o povo ter meio de vida e ganhar o próprio pão, não por meio do tráfico de drogas. Estamos investindo bastante também nas comunidades para que criem condições e sejam produtivas”, disse. Após mais de 20 anos atuando como missionário na Amazônia, o religioso disse que o maior valor do povo daquela região é a “hospitalidade”. “A gente se sente em casa onde vai. As pessoas te acolhem, te oferecem amor e carinho e o pouco que têm”, disse. Dom Adolfo é encantado pelo bioma. “A Amazônia é um lugar precioso que nos ajuda a vivenciar uma autêntica experiência de Deus. O silêncio da floresta, a frondosidade das árvores, a admiração que este ambiente cria na gente, são elementos que criam as condições para ter esta experiência”, enaltece. A Igreja na Amazônia, segundo dom Adolfo Zon Pereira, pode ajudar a atender ao pedido da Igreja no Brasil de ajudar as pessoas a fazer o encontro com Cristo, por meio da iniciação à vida cristã. “Eu creio que a nossa Igreja na Amazônia tem condições muito especiais para ajudar a fazer este encontro com Cristo e sermos discípulos missionários que se preocupam com a casa comum”, conclui.