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Cultura

Enredo de escola de Samba, defende indígenas e gera revolta do agronegócio

Enredo de escola de Samba, defende indígenas e gera revolta do agronegócio

O samba enredo da escola “Imperatriz Leopoldinense”, que neste Carnaval tem como tema “Xingu – O clamor que vem da Floresta”, gerou revolta no setor do agronegócio mato-grossense e brasileiro. A música faz uma crítica contundente aos donos de terra: “O belo monstro rouba as terras dos seus filhos, devora as matas e seca os rios, tanta riqueza que a cobiça destruiu, sou o filho esquecido do mundo, minha cor é vermelha de dor, o meu canto é bravo e forte, mas é hino de paz e amor”. O samba enredo, de composição de Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna, recebeu nota da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, assinada pelo presidente da entidade, Arnaldo Manuel Machado Borges. No texto, Arnaldo afirma de forma exagerada que “Antes de mais nada, é preciso esclarecer e reforçar que o país do samba é sustentado pela pecuária e pela agricultura”. No Carnaval 2015, com o enredo Axé,Nkenda!, a Imperatriz fez um alerta sobre atitudes racistas que ainda ferem a raça negra. No ano de 2016  , pela primeira vez na história do Carnaval Carioca, a Imperatriz ousou em exaltar a música sertaneja, personificada na dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Para falar de sertanejos, também mostramos a lida do homem do campo e da importância da agropecuária do Centro-Oeste brasileiro no abastecimento de alimentos para a nossa população. A mão que revolve a terra é a mesma que ponteia a viola e traz à mesa os alimentos que garantem a nossa sobrevivência. "Quando decidimos falar sobre o índio e, em especial, sobre a importância da reserva do Parque Indígena do Xingu, nosso objetivo não é outro senão fazer um alerta sobre os riscos que ainda ameaçam as 16 etnias que ali resistem e, indiretamente, muitas outras espalhadas pela Amazônia,  Imperatriz decidiu levar o Xingu para a Avenida, tinha uma razão muito forte. Ela quer dizer apenas: respeitem o nosso índio e aprenda, com ele, a amar o que chamamos de Brasil. Viva o Xingu! Viva os Irmãos Villas-Boas e todos aqueles que lutam pela causa indígena! Viva o Índio Brasileiro! Viva a Imperatriz Leopoldinense! Para sempre… ", explica o autor A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu afirma ainda ser “Inaceitável que a maior festa popular brasileira, que tem a admiração e o respeito da nossa classe, seja palco para um show de sensacionalismo e ataques infundados pela Escola Imperatriz Leopoldinense”. Confira o samba enredo escola Imperatriz Leopoldinense – “Xingu – O clamor que vem da floresta”:  
Sonia Braga ganha prêmio de melhor atriz no Festival de Havana

Sonia Braga ganha prêmio de melhor atriz no Festival de Havana

Sonia Braga venceu na categoria de “Melhor Atriz” no Festival de Cinema de Havana, ocorrido em Cuba no último dia 16, por sua atuação no filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho.   O longa vem conquistando prêmios em festivais de todo o mundo, é nacional e narra a história de uma jornalista de classe média que passa a ser assediada e ameaçada por uma imobiliária que tenta comprar seu apartamento. Os prêmios foram em duas categorias paralelas do festival cubano de cinema: Prêmio FRIPESCI e Prêmio Signis.   A produção de Aquarius recordou em sua página no Facebook que a atriz Sonia Braga ganhou, em um mês, vários reconhecimentos pela atuação com a personagem Clara. São eles: Melhor Atriz em Mar del Plata, nos Prêmios Fenix do Cinema Ibero-Americano, da Associação de Críticos de San Diego e agora em Cuba.   Na semana passada, Braga também recebeu o prêmio de melhor atriz do ano da Associação de Críticos de Cinema de San Diego, nos Estados Unidos.     Signis Brasil/Jornal do Brasil