A Milícia da Imaculada comemora seu centenário de fundação com um Congresso Internacional, em Roma, entre os dias 16 e 18 de outubro.

Grupos de diversos países, formados por padres, religiosos e leigos, se encontram na Cidade Eterna para recordar com viva alegria o primeiro centenário da obra fundada por São Maximiliano Kolbe e seis outros companheiros de estudo.

Fundação da MI

 

Esses jovens se preparavam para o sacerdócio em Roma, quando, em 1917, perante ataques à Igreja e ao Papa, eles se questionaram: se esses movimentos se organizam com tanto sucesso para atacar o bem, por que nós também não podemos formar um exército a favor de Cristo, sob o comando da Imaculada?

E assim surgiu a MI, com o desejo de que todas as pessoas conheçam Jesus Cristo e se engajem na luta por estabelecer o Reino de Deus neste mundo, a começar por si mesmo. Para o sucesso dessa empreitada, a certeza da vitória é garantida por Nossa Senhora que é o amparo, a segurança, o conforto e a motivação dos mílites, soldados de Maria.

Indulgência plenária

Por ocasião do Centenário da MI, a Santa Sé concedeu indulgência plenária aos visitantes da sala onde Padre Kolbe fundou a MI e da capela do Convento São Maximiliano Kolbe em Roma (localizados na Via San Teodoro, 42) até o dia 31 de outubro deste ano.

 

Brasileiros visitam fundamentos da espiritualidade kolbiana

A delegação brasileira percorreu neste fim de semana, locais que simbolizam os fundamentos da fé e da espiritualidade kolbiana. Os representantes do Brasil fazem uma peregrinação por locais sagrados, em oração e reflexão sobre as origens do carisma da Obra fundada em 1917.

“Estamos nos encaminhando para os momentos importantes do Congresso”, ressaltou o diretor geral da Milícia da Imaculada no Brasil, Frei Sebastião Benito Quaglio, ao comentar a visita à Casa de Loreto. “Estamos contemplando esse grande mistério, onde tudo começou”, disse ele.

Além de Loreto, onde, segundo a tradição cristã, está a casa em que Maria recebeu do Anjo Gabriel anúncio da encarnação do Senhor, a delegação visitou, em Assis, a Basílica de Santa Maria dos Anjos. Na igreja onde São Francisco de Assis consagrou a Ordem Franciscana à Nossa Senhora, os brasileiros lembraram da origem franciscana da Milícia da Imaculada.

“São Francisco inspirou a vida de Maximiliano Kolbe e Maximiliano Kolbe nos inspirou fundando a Milícia da Imaculada. Estamos continuando o Sim a partir do Sim de Maria, o Sim de Maximiliano Kolbe, o nosso Sim nesse lugar que faz a gente voltar à nossa origem”, comentou o Padre Alexandre Moscheli, Missionário da Imaculada Padre-Kolbe.

Em Assis, a equipe brasileira viveu momentos de oração na Porciúncula, local sagrado da Ordem Franciscana e que hoje está protegido na Basílica. “Aqui ele ouviu o Evangelho de deixar tudo e seguir a Cristo e disse ‘isso é o que eu procurava, é o que eu procuro e o que quero fazer’”, lembrou Frei Sebastião.

A Porciúncula é também de onde se origina o Perdão de Assis. A indulgência foi estabelecida em 1216 pelo Papa Honório III atendendo pedido do próprio Francisco. Em 1622, Gregório XV a estendeu a todas as igrejas da Ordem Franciscana, prescrevendo a confissão, comunhão e uma oração pelo Santo Padre.

Em 1921, Bento XV estendeu a indulgência plenária a todos os dias do ano somente na Basílica. O Perdão de Assis é celebrado no dia 2 de agosto, na Festa de Santa Maria dos Anjos.