Em visita a Brasília na terça-feira, dia 14, representantes do governo do Equador conheceram os sistemas de radiodifusão e telecomunicações brasileiros.

 

O Brasil foi considerado exemplo de digitalização da TV para os países da América Latina.

 

A visita técnica vai passar também por Goiânia (GO), na sexta-feira, dia 17, para acompanhar a distribuição e a instalação de antena e conversor digital. A cidade terá o sinal analógico desligado em 31 de maio.

 

A comitiva foi recebida pela secretária de radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Vanda Nogueira, que ressaltou as iniciativas brasileiras no processo de distribuição de antenas e conversores digitais à população.

 

A secretária apontou as diferenças regionais no processo de desligamento do sinal analógico. Brasília, por exemplo, é uma cidade plana, com uma "topografia social" mais simples, onde é possível localizar a população de baixa renda. Já em São Paulo (SP), onde o desligamento acontece em 29 de março, pela diversidade de habitantes, é necessário encontrar as famílias que precisam de assistência do governo.

 

“Por incrível que pareça, mesmo com as dificuldades de São Paulo, tem sido mais fácil, pois ao contrário da capital federal, onde a parcela carente vive de forma horizontal, ou seja, cada domicílio precisa de uma antena, na cidade paulista boa parte do público mora em prédios, onde uma antena atende a várias famílias", afirmou Vanda.

 

86% da população digital - A distribuição de kits com conversores digitais e antenas aos beneficiários dos programas sociais do governo federal já alcançou 700 mil famílias. Em São Paulo e na região metropolitana, 1,8 milhão de kits serão entregues.

 

Segundo a última pesquisa do Ibope, 86% das residências paulistanas estão aptas a receber o sinal digital. A meta determinada pelo ministério é de 93% da população até a data do desligamento. A porcentagem mínima definida pelo Gired para o desligamento é de 90%.

 

 

Signis Brasil/ ABERT/MCTIC